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Comportamento: A Música – A arte que um dia contou história

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14 de janeiro de 2012

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Comportamento: A Música – A arte que um dia contou história

A música popular brasileira nunca foi tão carente como nos atuais isso não é suposição é uma afirmação baseada na falta de criatividade ou mesmo bom senso a qual estamos expostos.  Por incrível que pareça, mas há referencias que comprovem que o período militar foi muito rico na área musical. As composições da época as quais são ícones na MPB, grande parte foram compostas sob o controle rígido do período.

A suspeita de subversão fez com que compositores e cantores acusados de comunismo usar e abusar da criatividade tiveram suas obras transformadas em hinos.  Letras e melodia ocultavam mensagens sobre a situação do país diziam o que não podia ser falado de maneira sutil e dúbia. Transformaram a simples palavra “cálice” num relato inocente e verdadeiro como os versos: “ com tanta gente que partiu num rabo de foguete” realmente muitos desapareceram sem deixar rastro.  Certamente foram “caminhando e cantando”.

Mas a nossa cultura globalizada não permite que essa arte musical seja transformada num canal de comunicação e expressão de massa.  Lamentável, pois o Brasil tem uma infinidade de ritmos devido às influências culturais da colonização, muitos povos deixaram um pouco da sua raiz no solo brasileiro. Herança que vem sendo devastada como as nossas florestas de forma assustadora está perdendo a memória cultural. Óbvio que as transformações acompanham os novos hábitos o que esta sendo questionado aqui é que a cultura não pode ser descartável como os hits do momento.

Os hits de sucessos são instantâneos surgem de maneira meteórica e desaparecem da mesma forma. Mas deixam os jargões reproduzidos por milhares de pessoas muitos denigrem a língua portuguesa outras são frases jogadas na mesma batida “ pô mano”, “ podí crê”, “é o pente” ,“bonde complicado”, “ai ta gostosinho”saindo do funk vamos ao sertanejo universitário as mais tocadas : “ ai se eu te pago”, “química do amor”,  “casa das primas”, “ to passando mal”, “amar não é pecado” e citamos também os pagodes “até o sol quis ver”, “curtindo a vida”, “na cama”, “ ta vendo aquela lua”, “bomba relógio”. Todos são fórmulas enlatadas feita para vender em grande escala sem a preocupação de passar alguma mensagem.

Neste caso a música assume a forma caricata de uma sociedade que se preocupa com o efêmero desprezando a continuidade. Infelizmente resta-nos assistir o declive da  MPB.

Por,
Emanuela da Silva 
Jornalista e Colaboradora do Blog

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(1) Comentário lido

  1. Marilene de Oliveira
    17 de janeiro de 2012 at 16:22

    É difícil hoje sentarmos para ouvir e refletir uma música de qualidade, que nos trazem alguma mensagem de esperança, de luta, até mesmo de vida.

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