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Música: Beatles – Do Help ao Let It Be!

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24 de março de 2013

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Música: Beatles – Do Help ao Let It Be!

O cineasta inglês Richard Lester produz um filme – de baixo custo e simples – com os Beatles chamado ”A Hard Days Night”, em português ”Os Reis do iê-iê-iê”. Neste filme ele mostra, com a trilha do LP, o dia-a-dia dos meninos na correria para gravar uma apresentação em uma emissora de TV britânica. O filme simplesmente explodiu! Sucesso mundial de bilheteria. Isso consolidou o rock simples e água com açúcar dos Beatles.

A essa altura do campeonato eles já dominavam a ”Cashbox” e a ”Bilboard” nos Estados Unidos, listas que eles figuraram muitas vezes ao longo da carreira.
O retumbante e ascendente sucesso do grupo, ainda contava com uma performance de Rock N´ Roll clássico e água com açúcar, mas já começando a melhorar a qualidade da produção musical com a produção de George Martin.

Através de arranjos mais elaborados e um aprimoramento nos vocais…explode o LP ”Help”, que também foi filmado por Richard Lester, com qualidade e roteiro mais aprimorados do que o filme anterior. No mínimo oito músicas desse LP dominaram as paradas de sucesso durante o ano de 1965. Destacando-se aí o eterno clássico romântico ”Yesterday”.

No mesmo ano outro grande LP explode nas paradas de sucesso, ”Rubber Soul”, com mais uma dezena de música ocupando o topo das paradas. Os Beatles eram imbatíveis. E ainda faziam o rock and roll puro. O grande sucesso do ”Rubber Soul” é outro clássico romântico, ”Michele”, uma unanimidade da crítica mundial. Mas agora a coisa começa a mudar.

A genialidade criativa de Lennon e MacCartney, a qualidade musical de George Martin simplesmente extrapolam, já não dava mais pra ficar preso ao velho e bom rock and roll água com açúcar. O som da banda torna-se mais sofisticado e jazzístico. Discretamente, músicos como Klaus Voormann, Billy Preston, Eric Clapton e outros, começam a ter participação nas gravações.

Pela primeira vez, em algumas faixas do álbum, George Martim insere um naipe de sopros (trompetes e sax), uma revolução no padrão musical dos Beatles à época. E surge o álbum de mudança dos Beatles chamado ”Revolver”, de 1966. Agora os Beatles assumem que são uma banda de estúdio, abdicando do palco.

Já havia um clima estranho entre os rapazes, um sentimento de independência e liberdade. A droga entra na vida deles. George Harrison conhece o guru indiano Maharish e sofre forte influência musical do gênio da cítara Ravi Shankar. Estava pronto o cenário para a experiência psicodélica chamada ”Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, de 1967.

De acordo com crenças da época, Lucy in the Sky with Diamonds era a dica para o LSD. Embora inovador e experimentalista, o álbum teve apenas quatro ou cinco faixas de sucesso mundial. Com o LP ”The Beatles”, ou ”O Álbum Branco”, de 1968, apenas duas músicas fizeram sucesso. Daí pra frente os Beatles nunca mais foram os mesmos. Ainda continuavam fieis ao rock and roll, mas com uma nova roupagem.

Em seguida eles lançam o que pode ser considerado o LP de menor sucesso da banda depois do ”White Album”, “Yellow Submarine”, de 1969, mas que consegue emplacar alguns sucessos. Era a hora de se repensar, alguma coisa deveria ser feita para recuperar a posição nas paradas de sucesso. E eles conseguem! Pela primeira vez surge o conceito de Opera Rock, no LP ”Abbey Road”, de 1969.

Da primeira faixa do lado A, ”Come Together”, até a última faixa do lado B, ”The End”, George Martin e os Beatles conseguem escolher e sequenciar as faixas de maneira que a passagem de uma para a outra é quase imperceptível. Dando ao ouvinte a sensação de que as músicas se complementam umas às outras.

Se ouvirmos o LP ”Let It Be”, de 1970, com atenção perceberemos que ele é uma extensão do ”Abbey Road”, mais denso, mais pesado, com um clima mais deprimido e triste. A impressão que temos é de que foi feito por obrigação. É, realmente o John Lennon tinha razão: ”Não me imagino aos 60 anos tocando num barzinho por um prato de comida”. E os Beatles acabaram!

Agora para alegria e graça do nosso querido amigo leitor, os três álbuns, na opinião do Gigantes do Rock, que resumem a transformação dos Beatles….

 

HELP

 

 

ABBEY ROAD

 

LET IT BE

 

Na próxima semana: Renato e seus Blue Caps, a banda que traduziu os Beatles e Rolling Stones, a fidelidade ao bom e velho Rock N´ Roll. Até lá!

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