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Segurança: População de Içara sai às ruas em prol da segurança e a luta contra a violência sexual

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7 de março de 2015

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Segurança: População de Içara sai às ruas em prol da segurança e a luta contra a violência sexual

Depois da onda de violência em toda a região, de todos os casos de roubos, assaltos, e de estupros registrados na cidade de Içara, cerca de duas mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, saíram às ruas da cidade em prol da paz e mais segurança no município. A manifestação foi estimulada depois da morte brutal da adolescente Vivian Lais Philipi (17 anos), estuprada e assassinada na última quarta-feira (04 de março).


O comércio de Içara, também por respeito a manifestação e apoio a luta, também fechou suas portas na manhã deste sábado, por uma hora. Muitos estabelecimentos estavam com faixas de luto e balões brancos. Familiares da jovem acadêmica de Farmácia também compareceram no protesto. Que percorreu cerca de mil metros no Centro da cidade. Ao som de “Pra não dizer que eu não falei de flores”, do músico Geraldo Vandré.


O ato é um clamor do povo para que as autoridades competentes, além de capturarem os assassinos e estupradores de Vivian, também olhem a segurança da cidade com olhos mais críticos. Como alertou Olga Rosa, que faz parte do Programa Vizinhos Solidários, um programa da Polícia Militar de Santa Catarina: “Queremos câmeras de monitoramento nos bairros. Quem sabe se no bairro tivesse, já teriam pego esses marginais. Já foi aprovado pela Câmara de Vereadores. Falta o Governo do Estado liberar”, aponta Olga, que também mora no bairro Jardim Sivana, palco de toda a violência contra Vivian.

Para a engenheira química, Patrícia Borges, esse é um ato para mostrar para o tal “crime organizado” que eles não estão com o poder que acham que tem. “Acho que não podemos desistir. ‘Eles’ não dominaram. A população tem que parar de ser contra a polícia. Toda manifestação adianta, sim”, desaba, consternada com o testemunho da prisão de dois marginais na frente de sua casa, em um matagal, na última sexta-feira (06/03), no bairro Primeiro de Maio.

A falta de limpeza em terrenos baldios também é um caso que preocupa as mulheres do município. Que avaliam que tais locais seriam um reduto para que marginais possam fugir ou se esconderem de suas vítimas. “Estou apavorada desde o dia que aconteceu isso. A gente que é mãe teme por nossos filhos e filhas. Esses terrenos cheios de matos criam esconderijos e armadilhas. Vamos limpar. Prefeitura, notifique esses donos”, reclamou Malo Armani, artesã da Fundação Assistencial de Içara (FAI).

Outros acreditam que a sociedade em si está perdendo sua essência. Sua capacidade de avaliar o certo e o errado. E que isso vem da falta de educação. Que começa já dentro de casa. “Isso são os tempos modernos? Içara cidade pacata, do interior, não merece o que está passando. Autoridades estamos de olho”, alerta Diva De Lucca, professora aposentada.


O ato do estupro também está atrelado a forma que a sociedade vê suas mulheres. Como explica a advogada, Edna Benedett: “Nós temos que combater qualquer tipo de violência. Apesar da Lei Maria da Penha, além da agressão física e moral, a mulher ainda sofre a sexual. O País todo clama pelo combate. Infelizmente a mulher também é discriminada pelo seu gênero”. A presidente Cris Pavei Soares, da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Içara, também segue a mesma linha de pensamento: ”A insegurança que sentimos como mulher nos deixa apavoradas. Um ato machista sem tamanho”.


Estiveram presentes na manifestação, além de políticos da cidade e deputados da região (todos sem suas bandeiras partidárias), associações de moradores, grupos de jovens, estudantes da cidade, Grupo de Escoteiros, entre outros, com cartazes de desabafo contra a todo e qualquer ato de violência contra a mulher.

Segundo estudo realizado no Brasil no fim de 2012, cresceram em 18,17%  o número de casos de estupros no País. Ou seja, a cada 100 mil habitantes, 26,1 mulheres são vítimas de tal violência. O estados que lideram o tal ranking são: Rondônia, Roraima e Santa Catarina.

 

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(1) Comentário lido

  1. Luiz Fabiano Cardoso
    10 de junho de 2015 at 11:20

    Triste essa situação em que nos encontramos, esta realidade, a onde o bandido é protegido por lei e o cidadão de bem é o prejudicado. Criciúma está fechando o cerco contra os bandidos e os mesmo estão se dirigindo para os município vizinhos. Içara está na mira, casualmente ouço alguém falando que foi assaltado com arma de fogo e/ou arma branca (faca). Os pilantra não se intimidão com o sistema de câmeras de vigilância. É preciso que a PM esteja nas ruas, no dia a dia. Sou pai e vivo com medo, nem na padaria, próximo a minha casa, permito que ela, minha filha vá sozinha. Nós cidadão de bem vivemos trancados em nossas casas e os bandido nas ruas livres. Triste realidade.

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