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Comportamento: Questões para repensar ou discordar. A escolha é sua!

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7 de fevereiro de 2016

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Comportamento:  Questões para repensar ou discordar. A escolha é sua!

Há algumas semanas estava circulando pelas redes sociais um texto cujo título era “Estamos formando uma geração de egoístas, egocêntricos, alienados e inconsequentes”, muito interessante por sinal. É importante parar e analisar a forma como as novas gerações encaram a vida nos dias de hoje. O texto citado fala sobre a transferência de responsabilidade na hora de educar os filhos, onde grande parte das famílias atribui à escola responsabilidades que seriam do seio familiar. Talvez não seja intencional, mas é fato que presenciamos cenas que nos faz refletir acerca dos papeis escola e família.

Sabemos que o conceito de família não é mais o mesmo, porém, não cabe aos professores transmitir aos alunos noções de bons modos, valores e princípios. A tecnologia – a “maravilha da modernidade”- aproxima as pessoas. É uma forma rápida de comunicação, pensamos desta forma e deveríamos afirmar que o homem se comunica melhor! Será? Nossos jovens não olham as pessoas nos olhos, saem à rua conectados com o mundo virtual e nem ao menos reproduzem um gesto simples: o de sorrir. Munidos com fones, celular e todo tipo de aparelho se for possível, eles passam pela paisagem e por tudo o que os cerca sem enxergar nada.

Sendo assim é natural que este ser seja individualista e aos poucos torna-se invisível e insensível as dores alheias. A capacidade de concentração no mundo real é limitada, mas no meio deles é extremante necessária. O mundo resume-se a um jogo virtual, zumbis, games, ou seja, competitividade é a palavra da vez. Não é a nossa intenção diminuir a importância da competição, pelo contrário, estamos salientando o lado negativo da mesma quando o extremismo for à causa principal.

Aprender a perder deveria ser uma lição e não motivos para vingança. Violência tem sido a palavra mais usada e praticada nos últimos tempos, seja ela física, ou verbal. Estamos nos agredindo mutuamente e, o pior, sentindo prazer. Resultado: jovens violentos sem o menor remorso por bater, matar e estuprar. Mas, claro que, não é tão simples a fórmula. Existe um contexto social incutido nessas questões. Existe pais que se anulam e dizem sempre “sim” ou apenas “não”, esquecem de pequenos hábitos , velhos costumes.

Outro ponto interessante é a capacidade com que certos adultos estão transformando as crianças em pequenas réplicas ou miniaturas , deixando a infância passar desapercebida. A grande vilã é a aparência, a indústria comercial juntamente com toda vida virtual e os meios de comunicação têm um peso imenso no quesito consumo. Compramos para o “outro” e pelo outros. Feitos fantoches da moda, seguimos sem ao menos pensar no que queremos ou se queremos.

E, por fim, a erotização precoce dos nossos pequenos começa por tudo o que eles ouvem, assistem dentro das suas casas. Muitas vezes os pais atarefados não se dão conta de quem são seus filhos, o que eles gostam? O que sentem ou pensam?

Por,
Emanuela da Silva
Jornalista e Colaboradora do Blog 

 

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(1) Comentário lido

  1. Calebe B
    14 de fevereiro de 2016 at 15:32

    Estamos crindo pessoas mimadas, imaturas e egoistas. Já fui ameaçado por criança p passar na frente dela... sendo q ela tinta total sensação de impunidade, que é a realidade atual. Crianças impunes pelos pais e estado.

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